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Novamente Geografando

Este blog organiza informação relacionada com Geografia... e pode ajudar alunos que às vezes andam por aí "desesperados"!

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Nove ilhas intocadas e paradisíacas

Mäyjo, 11.07.15

 

As ilhas remotas e isoladas são o que nos sobra de milhares de anos de civilização destruidora. Protegidas do stress da vida moderna, elas podem transformar-se rapidamente num retiro que nos faça as pazes com a natureza – ou vice-versa -, uma espécie de paraíso individual.

Há muito que gastamos muitas linhas a falar de ilhas paradisíacas, até porque muitas delas lutam contra as alterações climáticas – tentam sobreviver ao aumento do nível médio do mar – e outras astutamente libertam-se das amarras dos combustíveis fósseis, tornado-se, pela primeira vez, energeticamente auto-suficientes.

Veja a lista de nove ilhas que provavelmente nunca terá ouvido falar – e que o podem reconciliar com a natureza. O trabalho é do Huffington Post e, curiosamente, tinha os Açores como primeiro paraíso natural.

 

em baixo veja uma foto de cada.

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Fotos: gordon.milligan / Joao Carlos Medau / Silviapef / patchtok / nschouterden / Wayfaring Sinh / gerriet / H Dragon / Aaron Bradford / Creative Commons

HÁ CADA VEZ MAIS AUTORIZAÇÕES PARA PLANTAR EUCALIPTOS EM PORTUGAL

Mäyjo, 11.07.15

eucalipto_SAPO

O Instituto para a Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) está a autorizar a plantação de cada vez mais eucaliptais. O alerta é dado pela Quercus, que defende que o aumento das autorizações para plantar este tipo de árvores – decorrente do novo regime de arborização – comprometem o ordenamento do espaço rural.

O caso mais recente detectado pela organização ambientalista decorre em Meia Via, no concelho de Torres Novas, onde o ICNF autorizou a plantação de 13,41 hectares de eucaliptal. Segundo a Quercus, a arborização com eucalipto está a ocorrer num terreno com sobreiros, localizado parcialmente em Reserva Ecológica Nacional, e onde estavam a ser plantados eucaliptos debaixo dos sobreiros protegidos.

Embora o ICNF tenha autorizado a plantação do referido eucaliptal, a autarquia de Torres Novas defende que “não se consideram cumpridos os pressupostos necessários à realização do projecto, principalmente as acções mitigadoras aos exemplares existentes de sobreiro e respectiva regeneração natural”. O município considera ainda que a faixa de protecção de três metros para a Defesa da Floresta Contra Incêndios não cumpre as regras definidas, lê-se num comunicado da organização ambientalista.

O comunicado revela ainda que a Quercus visitou o local e confirmou o derrube de sobreiros, assim como “uma mobilização profunda de solos debaixo da copa dos sobreiros, com afectação da sua regeneração natural”. A organização indica ainda que foi detectado, em parte da área, a deposição e espalhamento de entulho com resíduos de construção e demolição, situação para a qual foram alertadas as autoridades e o ICNF, nomeadamente, que considerou que a situação “está em conformidade com o projecto”.

Foto: Ence – Energía y Celulosa / Creative Commons

PLANETA ESTÁ PERIGOSAMENTE PERTO DE UM CHOQUE ALIMENTAR GLOBAL

Mäyjo, 11.07.15

plantacoes_SAPO

Um novo estudo britânico revela um cenário catastrófico em que apenas três desastres impulsionados pelas alterações climáticas podem conduzir a uma crise de alimentar global, que resultará em distúrbios e assaltos proporcionados pela falta de alimentos e preços elevados dos géneros alimentares que restarem.

A avaliação de risco – elaborada pela Lloyd’s of London com o apoio do Foreign and Commonwealth britânico e de vários académicos – revela o quão próximo está a humanidade de um colapso alimentar e social em meados do século, a menos que não sejam tomadas medidas sérias para travar o aquecimento global.

O cenário postulado no estudo analisa o que aconteceria em caso de três catástrofes simultâneas provocadas pelas alterações climáticas: uma onda de calor na América do Sul, uma propagação de um agente microbiano patogénico sobre os cereais na Rússia e um ciclo de oscilação meridional do El Niño particularmente forte. Embora o estudo tenha apenas analisado cenários, estes três eventos são plausíveis de acontecer tendo em conta as actuais tendências climáticas. O impacto destes desastres simultâneos seria o suficiente para anular a segurança alimentar de todo o planeta, refere o documento.

O documento estima ainda que este cenário de incerteza alimentar faria com que o preço dos cereais, soja e milho quadruplicassem, ao passo que os preços do arroz aumentariam cerca de 500% em relação aos preços da campanha de 2007/2008. A produção global de milho diminuiria 10% e a de soja 11%.

Ainda de acordo com o estudo, a escassez alimentar provocaria distúrbios na América Latina, Norte de África e Médio Oriente. Na Europa as bolsas de valores desvalorizariam, em média, 10%, ao passo que as dos Estados Unidos contrairiam 5%, dando origem a uma instabilidade política e económica global.

O modelo utilizado como base do estudo foi desenvolvido no Anglia Ruskin University’s Global Sustainability Institute. “Neste cenário, a sociedade global basicamente colapsa em 2040 à medida que a produção alimentar vai sendo cada vez mais inferior à procura”, indica o estudo, citado pelo Independent.

Foto: nrdc_media / Creative Commons